Novidades sobre Star Wars - Os Últimos Jedi? Não sei e não quero saber




Passamos do meio de agosto e estamos chegando naquela época do ano em que a Disney/Lucas Films começam a nos bombardear de informações sobre o novo Star Wars. É engraçado como eles tomam medidas extremas para manter a história secreta por tanto tempo e de repente começam a jogar tudo pelo ar. Sim, é preciso divulgar trailers, fotos, editoriais e entrevistas para promover o filme, mas parece que quando a campanha de marketing começa eles não sabem quando parar.

E vocês conhecem os fãs de Star Wars, né? Com o mínimo de informação eles vão teorizar 24 horas por dia durante meses. É tanta teoria que fica quase impossível não acertar o que vai acontecer e, pior ainda, criar uma ideia mais legal do que realmente vai acontecer.

Como fã é complicado fugir disso. Esse debates são incríveis e essa galera tem um conhecimento, uma criatividade e um tempo livre que transformam suas teorias e discussões em algo que você não se cansa de ouvir e procurar por mais.



Antes de O Despertar da Força eu estava assim. Louca correndo atrás de cada pedaço de informação disponível. Talvez pela ansiedade de ver um filme de Star Wars depois de tantos anos e de dois trailer oficiais incríveis. Eu era frequentadora assídua de fã-sites e canais do Youtube que falavam sobre o assunto. Sabia de todas as teorias e todas as previsões.

Chegando no final de novembro, muito próximo do filme sair, começaram a enxurrada de TV Spots (aqueles vídeos de 30 segundo para TV) e trailers internacionais com cenas inéditas, que chegou um ponto que todos pensamos: será que eles estão mostrando demais? Provavelmente sim, mas esse é o trabalho deles. Esses filmes custam caro, eles tem que vender para o máximo de pessoas possível. Não são apenas os fãs de carregam a franquia.

O fato é que chegando no cinema no dia 17 de dezembro de 2015 eu tinha expectativas tão altas que nem o melhor filme do mundo conseguiria superar. Eu ficava esperando por cenas dos trailers que não apareceram no filme e por teorias que não se concretizaram. No final, eu não tive uma experiência boa porque eu tava mais preocupada com o que eu queria que acontecesse do que com que aconteceu. Isso porque o que de fato aconteceu não me surpreendeu. Tudo que aconteceu ali já era esperado para qualquer fã que participasse do circulo de especulações. E eu não gostei disso.



Quando chegou a vez de Rogue One, e muito mais por motivos pessoas do que qualquer outra coisa, eu me afastei quase que completamente do Fandom. Não que eu tenha me afastado de Star Wars, eu ainda lia notícias e assistia os trailer oficiais, mas acompanhava de longe. Eu estava super empolgada para assistir o filme, embora não tivesse ideia do que esperar. E foi naquela sessão da meia-noite que eu assisti o filme de coração aberto que eu percebi a diferença. Me envolvi, chorei, sorri, e apesar dos problemas que o filme tem eu sai do cinema mais feliz e empolgada do que com O Despertar da Força.

No final não saber de nada, ou do mínimo possível, me fez ter uma experiência muito melhor do filme. Mas isso é uma algo muito pessoal. Tem pessoas que conseguem se desligar de tudo, eu não consigo. No geral eu evito os trailers de filmes que estou interessada em assistir. Também não gosto nada de spoilers. Tem gente que não liga pra essas coisas, mas eu acho que muda a minha experiência assistindo o filme. E essa mudança não é necessariamente negativa, mas eu prefiro ter uma reação mais orgânica.



Então estou aqui hoje humildemente levantando a bandeira anti-spoiler, anti-teorias, anti-especulações. Eu vou seguir os conselhos de Rian Johnson, o diretor de Os Últimos Jedi, e Mark Hamill e vou tentar evitar o máximo de informação possíveis antes de assistir ao filme. Porque as informações vão sair. Entrevistas, fotos, sussurros, teorias e spoilers. Então eu vou fechar os olhos e tampar os ouvidos até o dia 15 de Dezembro para poder ter a melhor experiência possível.

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